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Do you find yourself being a Portuguese investigative detective when you go on a trip outside of your home state or province? Let me explain: When I travel for business or pleasure, I tend to be hypersensitive to Portuguese food, culture, language, and people. I am on the lookout for something Portuguese. It is sort of a game now where I look for something tangible that is Portuguese.

It all started when I visited The Netherlands in my Junior year of college. I have never been to another country on my own, so it was very exciting. I stayed at a hotel facing the North Sea and one evening while I walked on the boardwalk, I heard an African man singing Portuguese. I spoke to him and learned he was Angolan and lived in Aveiro, Portugal. We spent the night drinking Dutch beer and talking about just everything imaginable. In this strange place, I have never been to before I found a little bit of Portugal and it made me feel good.

Franggo Restaurant in Amsterdam, Netherlands (Google street view)

A few years later I went to Austria on vacation, I saw a supermarket window display featuring produce from Portugal. I walked in to investigate and met a Portuguese delegation from the embassy who were there promoting Portuguese food. I began to think that I was on to something.



On two occasions I found a Portuguese person outside of Portugal. I wasn’t even really looking, and this got me thinking some more. Was it possible that there are Portuguese people everywhere?

Certainly, diplomatic representation means that in every country there is at least a handful of Portuguese persons, but they aren’t easy to find unless you go to the embassy or consulate. So, this became a game for me where I would try to find some vestige of Portugal everywhere I went.

My rule was simple: I couldn’t actively pursue a contact like going to an embassy or consulate. I couldn’t search for people or businesses in the phonebook and then go to that location for instance. I would just be on the lookout for a chance encounter. In some parts of the world where there is an established Portuguese community, it is actually very easy. In other parts of the world where you would never expect to find Portuguese people,

I went to Montana once and checked into a hotel and saw that the front desk attendant’s name was Silva. She was married to a US Customs Agent who was assigned to Montana. They originally came from Danbury Connecticut. In Ecuador, I heard two gentlemen speaking Portuguese at a restaurant and found out they worked for Portugal Telecom.

Almost every place I visit I find Portuguese people and if I don’t, I always find a vestige of our culture like Portuguese wine, chouriço, and bread. If I don’t find Portuguese people, I find Brazilians, Angolans, Mozambicans, and Cape Verdeans.

Portuguese Basics (photo by www.PortugueseDishes.com

Why does this matter? A few years into this game I asked myself why am I doing this? Surely this is silly; a grown man on the lookout for Portuguese people and culture. Why did I do it and what joy did it really bring me? Well, I guess it is pride in seeing our people and culture spread throughout the world. I think that Portuguese people suffer a sort of complex where we feel undervalued.

We have a rich history and culture replete with many achievements, but we tend to be forgotten in popular media and culture. Take the Greeks who have about 11 million people (slightly higher than Portugal’s 10 million); their culture, cuisine, and history is well known and studied. Many universities offer courses on Greek philosophy and history. People can generally find Greece on a map. Greek restaurants are popular, and you can find products in supermarkets all over the world. Other countries with similar populations are Jordan, Sweden, UAE and Belgium are equally recognizable on the world stage. The Portuguese are hypersensitive to being recognized and valued.



When Cristiano Ronaldo, Emeril Lagasse, Tom Hanks, Katy Perry, and Nelly Furtado break on the world scene we feel a certain sense of accomplishment or achievement. This is felt by many cultures around the world, but I think for us it strikes a special nerve in our minds because we are in fact such a small part of the world population and we are scattered throughout the globe as evidenced by my silly game.

Finding Portuguese people, culture and cuisine around the world make me feel good. Apart from a familiar face or a comforting meal, it makes me happy to see these ambassadors representing Portugal. It brings me comfort to know that we aren’t forgotten. It lets me know there are others like me in parts of the world where there is no established Portuguese community.

I will end with an encounter I had with the Portuguese musical ensemble Madredeus that made me think I wasn’t so silly in my pursuit of this game. I got the opportunity to meet the members of Madredeus when they played in the US for the first time. Pedro Ayres Magalhães is one of my favorite artists and in my opinion one of the best guitarists in the world.

When I spoke to him, I was, of course, a bumbling idiot so taken in by finally meeting one of my idols growing up. Well, he was as equally fascinated with me. He was genuinely captivated by the fact that I even knew of him and his accomplishments. I didn’t know what to say.

Ticket to 1996 Madredeus Concert in NYC

Pedro explained to me that he never expected to meet someone in New York who was Portuguese (outside of the diplomatic delegation) and listened to his music. In fact, he didn’t really know that just across the Hudson there was a Portuguese population of about 50,000 living in and around Newark, New Jersey. We both commented on how awesome it was to meet Portuguese people around the world. I told him of my silly game and we laughed because he was encountering the same dynamics as he toured with Madredeus.



Teresa Salgueiro and the other members came over to see what was keeping Pedro so occupied. The others didn’t quite get this game but they were looking for something Portuguese while in New York: grilled Portuguese sardines. I gave them the name of my friend’s restaurant in the West Village called “Alfama”. The name blew their minds.


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Sentir Portugal por todo o Mundo

Já alguma vez se sentiu a investigar como um detetive Português quando viaja para fora de seu estado ou província? Deixe-me explicar: quando viajo em negócios ou em lazer, tenho a tendência de ser hipersensível à comida, cultura, língua e pessoas portuguesas. Estou sempre à procura de alguma coisa Portuguesa. Agora já é como uma espécie de jogo, onde procuro algo tangível que seja Português.

Tudo começou quando visitei a Holanda no meu terceiro ano da faculdade. Eu nunca tinha ido para outro país sozinho, então fiquei muito entusiasmado. Eu fiquei num hotel de frente para o Mar do Norte, e uma noite enquanto caminhava no calçadão, ouvi um homem africano a cantar em Português.

Falei com ele e fiquei a saber que era Angolano e que morava em Aveiro, Portugal. Passamos a noite a beber cerveja Holandesa e a conversar sobre tudo que se possa imaginar. Nesse lugar estranho, onde eu nunca estive antes de encontrar um pouco de Portugal e isso fez-me sentir bem.

Restaurante Franggo em Amsterdão, Holanda (Imagens de rua do Google)

Alguns anos depois fui à Áustria de férias, vi numa montra do supermercado uma exposição de produtos Portugueses, entrei para investigar e conheci uma delegação da embaixada Portuguesa que estava lá a promover comida Portuguesa. Comecei a pensar que estava demasiado envolvido. Em duas ocasiões encontrei um português fora de Portugal. Eu nem estava realmente à procura, e isso fez-me pensar um pouco mais. Seria possível que houvesse portugueses por toda à parte?

Certamente, que a representação diplomática significava que em todos os países havia pelo menos um punhado de portugueses, mas eles não eram fáceis de encontrar, a menos que fosse à embaixada ou ao consulado. Então, isto tornou-se num jogo para mim, onde eu tentava encontrar algum vestígio de Portugal por todos os lugares que eu fosse.

A minha regra era simples: eu não podia procurar ativamente um contato através duma embaixada ou do consulado. Por exemplo, eu não podia pesquisar pessoas ou empresas na lista telefônica e, depois, ir a esse local. Eu estava apenas à procura de um encontro casual. Em algumas partes do mundo onde existisse uma comunidade portuguesa estabelecida, isso é realmente muito fácil.  Mas à outras partes onde nunca esperaria encontrar pessoas Portuguesas.

Eu fui a Montana uma vez e registei-me num hotel e vi que o nome da empregada da recepção era Silva. Ela era casada com um agente alfandegário dos EUA que tinha sido destacado para o Estado de Montana. Eles tinham vindo de Danbury Connecticut.

No Equador, ouvi dois senhores a falar português num restaurante e descobri que trabalhavam para a Portugal Telecom. Quase em todos os lugares que visito encontro portugueses e, se isso não acontece, descubro sempre  um vestígio de nossa cultura como o vinho português, o chouriço ou o pão. Se não encontrar portugueses, encontro brasileiros, angolanos, moçambicanos e cabo-verdianos.

PortuguesePortuguese Basics (foto PortugueseDishes.com)

Por que é que isto importa? Há alguns anos que me pergunto por que é que eu estou a fazer isto? Certamente isto é uma parvoíce, um homem adulto à procura de portugueses e da sua cultura. Por que é que eu fiz isto e qual foi a satisfação que realmente me deu? Bem, eu acho que é um orgulho ver o nosso povo e a nossa cultura espalhados por todo o mundo. Penso que os portugueses sofrem uma espécie de complexo onde nos sentimos desvalorizados.

Temos uma história rica e uma cultura repleta de conquistas, mas tendemos em ser esquecidos nos mídia e na cultura popular, os gregos que têm cerca de 11 milhões de pessoas, (pouco mais do que os 10 milhões de Portugal), a sua cultura, culinária e história são bem conhecidas e estudadas, muitas universidades oferecem cursos de filosofia e história grega, as pessoas podem encontrar a Grécia no mapa, restaurantes gregos são populares, e você pode encontrar produtos em supermercados em todo o mundo.

Outros países com populações semelhantes são a Jordânia, a Suécia, os Emirados Árabes Unidos e a Bélgica são igualmente reconhecíveis no cenário mundial. Os portugueses são hipersensíveis a serem reconhecidos e valorizados.

Quando Cristiano Ronaldo, Emeril Lagasse, Tom Hanks , Katy Perry e Nelly Furtado apareceram na cena mundial nós sentimo-nos satifeitos e com uma certa sensação de estarmos realizados. Isto é sentido por muitas culturas à volta do mundo, mas acho que isso nos impressiona muito porque somos de fato uma pequena parte da população mundial e estamos espalhados pelo mundo, como evidenciado pelo meu simples jogo.

Encontrar pessoas Portuguesas, cultura e culinária em todo o mundo fazem sentir-me bem. Para além de um rosto familiar ou de uma refeição reconfortante, fico contente por ver estes verdadeiros embaixadores em representação de Portugal. Isso traz-me conforto para saber que não somos esquecidos. Isso permite-me saber que existem outros como eu noutras partes do mundo. onde não existe uma comunidade Portuguesa estabelecida.

Termino com um encontro que tive com os Madredeus, grupo musical português, que me fizeram pensar que não era tão descabida esta minha obseção por este jogo. Eu tive a oportunidade de conhecer os membros dos Madredeus quando eles tocaram nos EUA pela primeira vez. Pedro Ayres Magalhães é um dos meus artistas favoritos e, na minha opinião, um dos melhores guitarristas do mundo.



Quando falei com ele, eu era, é claro, um idiota desastrado, tão envolvido por finalmente encontrar um dos meus ídolos da juventude. Bem, ele ficou igualmente fascinado comigo e ficou genuinamente cativado pelo fato de eu o conhecer, a ele e aos seus sucessos. Eu fiquei sem palavras.

O Ingresso para o Concerto Madredeus, em 1996, no NYC

Pedro, explicou-me que nunca esperava encontrar alguém em Nova Iorque que fosse português (fora da delegação diplomática) e que tivesse escutado a sua música. Na verdade, ele não sabia realmente que, do outro lado do rio Hudson, havia uma população Portuguesa de cerca de 50.000 habitantes em Newark, Nova Jersey. Comentamos os dois o quão incrível que é encontrar pessoas portuguesas por todo o mundo. Contei-lhe sobre o meu jogo e rimos porque ele também encontrava a mesma dinâmica enquanto viajava com os Madredeus.

A Teresa Salgueiro e os outros membros do grupo aproximaram-se para ver o que mantinha o Pedro tão animado. Eles não apanharam logo a ideia do jogo, mas também estavam à procura de alguma coisa Portuguesa em Nova Iorque: Sardinhas assadas. Dei-lhes o nome do restaurante de um amigo meu no West Village, chamado “Alfama”, e este nome explodiu nas suas mentes.



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About Author

Nelson De Sousa is a Portuguese food blogger and creator of the Facebook Group “Cooking Portuguese Food” and its companion website www.cookingportuguesefood.com . He has been cooking since the age of thirteen and is passionate about food in general and Portuguese food in particular. Born and raised in Newark, New Jersey Nelson spent most of his summer holidays helping his grandfather with his small farm in Murtosa, Portugal learning animal husbandry and agriculture. While attending Pace University for his bachelor’s degree Nelson was the morning disc jockey at 640 AM WPUB. Whilst studying for his master’s degree in international affairs at Rutgers University Nelson went on the intern at the Permanent Mission of Portugal to the United Nations from 1998 to 2000 and was also a former contributor to the Newark, New Jersey based newspaper "The Portuguese Post". In 2010 Nelson interned at O Lagar Restaurant in Union, New Jersey where he worked under Chef Agostinho (Augie) Gomes, who is the chef de cuisine at Taste of Portugal Restaurant in Newark New Jersey (consistently voted best Portuguese Restaurant in New Jersey). Nelson is also the winner of the Rumba Meats recipe of the month for his Portuguese Oxtail Stew. In his spare time Nelson is an avid ham radio enthusiast operating under the callsign KD2CYU. He lives with his family in Raritan Township, New Jersey.

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