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The Land Without Shade festival unites, in an unprecedented way, music, heritage, and biodiversity by associating, through quality, international programming. It has on stage the Alentejo, one of the regions where its identity is mostly felt. The event is not limited to bringing the world to its territory but also to bring the Alentejo to the world.

The 2019 edition, has the United States as a participant and brings to Portugal prominent interpreters from the other side of the Atlantic, it also has a program that features North American music from the nineteenth century to recent creations and premieres some of today’s most important American composers.

The opening of the festival took place on Monday, January 14th in Washington, in a sanctuary of the performing arts of the USA, the Kennedy Center. For the first time, Cante was heard In the heart of the capital, through the voices of the Rancho de Cantadores da Aldeia Nova de S. Bento, a “classic” group of traditional Alentejo music. The performance took place at the Millenium Stage of the Kennedy Center and was broadcast live on the institution’s TV channel with significant audiences inside and outside the US.





The trip around Uncle Sam’s land was accompanied by presidents and municipal councilors of Beja, Serpa, Ferreira do Alentejo, Cuba, Vidigueira or Sines and also responsible for some of the main companies in the region, among them the Port of Sines, EDIA, Vale da Rosa, a large-scale table grape producer, ACOS, which organizes OVIBEJA, the Vidigueira Cooperative Winery or the Regional Development and Tourism Promotion Agencies of the Alentejo, which held meetings with local entities . With the collaboration of the Portuguese embassy in Washington, its counterpart in Lisbon and the Luso-American Development Foundation, culture is built as the engine of economic diplomacy, showing the potential of art, heritage, and nature – the three pillars of Lands Without Shade – to open doors. To affirm the Alentejo as a privileged destination of art and nature was the objective of the festival, an organization of the Association Stone Angular that presents, in 2019, the 15th edition.

One Festival, six countries, one region

Land Without Shadow festival

The Land Without Shade begins on January 26 in Vidigueira and counts with almost 50 activities, among concerts, conferences, heritage visits and actions to safeguard biodiversity, in 13 cities: Vidigueira, Serpa, Monsaraz, Valencia de Alcântara, Olivença, Beja, Elvas, Cuba, Ferreira do Alentejo, Odemira, Barrancos, Santiago do Cacém and Sines.

Spain is well represented in this edition of the festival, which opens in Portugal the cycle of events of Mostra Spain 2019, at the invitation of the Spanish Government.  The Trio Arbós, from Madrid, will come with a program of Spanish-Portuguese music from the XIX-XX centuries. Juan de la Rubia, titular organist of the Basilica of the Sagrada Família, in Barcelona, will present, at the Sé de Elvas, the work of Antonio de Cabezón. “Out of the box” will be the concert in Odemira with Quartetazzo, made up of four flutist women from Argentina, Brazil, and Spain, who recreated traditional melodies from South America.

If the ties to America and Spain give the title to the TSS, the Portuguese authors and performers, a priority of the festival, assume a decided role, with names like Ana Telles, Orquestra Clássica do Sul and maestro Rui Pinheiro, Sofia Diniz, Fernando Miguel Jalôto or Nuno Lopes. There is also room for an approach to other musical homelands, including interpreters from Hungary, the Czech Republic and the Philippines, something to take into account in an edition dedicated to Ferdinand Magellan’s journey, but that does not forget the 550 years since Vasco da Range (1569-2019).

The Land Without Shade begins on January 26 in Vidigueira and counts with almost 50 To participate in the Lands means to enter into what the Alentejo has of more interesting to offer. In this year, the patrimonial panoply opens up decisively to new scopes, among them immaterial patrimony, giving great attention to aspects as diverse as the artisan manufacture of the bread, the learning of Cante or the traditions related to the stars, with its observation night as a backdrop.

As for biodiversity, 2019 will be a year full of adventures. For example, accompany the Pedrógão fish dam elevator, take part in the feast of the rural world – following a herd of sheep of native breeds along the royal “canadas”, with the shepherds of Beja and Fundão – or entering the port waters of Sines to know the avant-garde of aquaculture. Or, in Extremadura, walk through the biggest spot of megalithic monuments in Europe, in Valencia de Alcântara, know the secrets of the international Tagus or deepen the unique personality of Olivença.



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Cante Alentejano estreia-se no Kennedy Center

O Terras sem Sombra une, de forma inédita, a música ao património e à biodiversidade, e caracteriza-se por associar, à exigência da qualidade, uma programação de cariz internacional. Tem por palco o Alentejo, uma das regiões onde mais se faz sentir o peso da identidade, e o evento não se limita a trazer o mundo ao seu território leva também o Alentejo ao mundo.

A edição de 2019 tem, como país convidado, os Estados Unidos, e traz a Portugal destacados intérpretes do outro lado do Atlântico, assim como uma programação, que faz uma radiografia da música norte-americana, do século XIX à criação mais recente. Estão previstas estreias, integrais ou europeias, de alguns dos mais importantes compositores americanos da actualidade.

A abertura do festival ocorre, em Washington, num santuário das artes performativas dos EUA, o Kennedy Center. No coração da capital escutar-se-á, pela primeira vez, o Cante, através das vozes do Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento, um agrupamento “clássico” da música tradicional alentejana. A actuação terá lugar no Millenium Stage do Kennedy Center e será transmitida, em directo, pelo canal de TV da instituição, com audiências significativas, dentro e fora dos EUA.

O périplo por terras do Tio Sam, é acompanhado por presidentes e vereadores de câmaras municipais – como Beja, Serpa, Ferreira do Alentejo, Cuba, Vidigueira ou Sines –, mas também responsáveis por algumas das principais empresas da região, entre elas o Porto de Sines, a EDIA, a Vale da Rosa, produtora de uva de mesa em larga escala, a ACOS, que organiza a OVIBEJA, a Adega Cooperativa da Vidigueira ou as agências de Desenvolvimento Regional e de Promoção Turística do Alentejo que realizaram reuniões com entidades locais. Com a colaboração da embaixada portuguesa em Washington, da sua homóloga em Lisboa e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, assim se constrói a cultura como motor da diplomacia económica, mostrando o potencial da arte, do património e da natureza – os três pilares do Terras sem Sombra – para abrir portas. Afirmar o Alentejo enquanto destino privilegiado de arte e natureza é o objectivo do festival, uma organização da Associação Pedra Angular que apresenta, em 2019, a 15.ª edição.



Festival Terras Sem Sombra

Um Festival, seis países, uma região

O Terras sem Sombra começa a 26 de Janeiro na Vidigueira e conta com quase 50 actividades, entre concertos, conferências, visitas ao património e acções de salvaguarda da biodiversidade, em 13 cidades: Vidigueira, Serpa, Monsaraz, Valência de Alcântara, Olivença, Beja, Elvas, Cuba, Ferreira do Alentejo, Odemira, Barrancos, Santiago do Cacém e Sines.

Espanha está bem presente, nesta edição do festival, que inaugura em Portugal o ciclo de eventos de Mostra Espanha 2019, a convite do Governo espanhol. De Madrid virá o Trío Arbós, com um programa de música hispano-portuguesa dos séculos XIX-XX. Juan de la Rubia, organista titular da basílica da Sagrada Família, de Barcelona, apresentará, na Sé de Elvas, a obra de Antonio de Cabezón. “Fora da caixa” será o concerto, em Odemira, com Quartetazzo, formado por quatro mulheres flautistas da Argentina, do Brasil e de Espanha, que recriou melodias tradicionais da América do Sul.

Se os laços à América e a Espanha dão o mote ao TSS, os autores e intérpretes portugueses, uma prioridade do festival, assumem decidido protagonismo, com nomes como Ana Telles, a Orquestra Clássica do Sul e o maestro Rui Pinheiro, Sofia Diniz, Fernando Miguel Jalôto ou Nuno Lopes. Há também espaço para uma aproximação a outras pátrias musicais, abarcando intérpretes da Hungria, da República Checa e das Filipinas, algo a ter em conta numa edição dedicada ao périplo de Fernão de Magalhães, mas que não esquece os 550 anos do nascimento de Vasco da Gama (1569-2019).

Participar no Terras significa adentrar-se no que o Alentejo tem de mais interessante para oferecer. Neste ano, a panóplia patrimonial abre-se decisivamente a novos âmbitos, entre eles o património imaterial, dando grande atenção a aspectos tão diversificados como o fabrico artesanal do pão, a aprendizagem do Cante ou as tradições relacionadas com os astros, com a sua observação nocturna como pano de fundo.

Quanto à biodiversidade, 2019 vai ser um ano cheio de aventuras. Por exemplo, acompanhar o elevador de peixes da barragem de Pedrógão, participar na festa do mundo rural – seguindo um rebanho de ovelhas de raças autóctones ao longo das canadas reais, com os pastores de Beja e do Fundão – ou entrar nas águas portuárias de Sines para conhecer a vanguarda da aquacultura. Ou ainda, na Extremadura, percorrer a maior mancha de monumentos megalíticos da Europa, em Valência de Alcântara, conhecer os segredos do Tejo internacional ou aprofundar a personalidade única de Olivença.



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About Author

Paulo Martins and Feligenio Medeiros are the co-founders and editors of the digital magazine FEEL PORTUGAL IN THE USA.

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