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Tivemos um dia perfeito para velejar na bonita baía de Boston. Não há nada melhor do que reunir os amigos num veleiro com a agradável brisa do mar e o som das ondas gentilmente acariciando o barco, enquanto este deslizava pela água sem esforço. Foi isso que esperávamos quando recebemos o convite de José António Soares.

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Feel Portugal teve o prazer de desfrutar um excelente dia a navegar, quando o José convidou para velejar com ele o Feligénio Medeiros e o Mário Bettencourt, dois velhos amigos que não estavam juntos há mais de 30 anos.

O Feligénio e o Mário encontraram-se com o José e a sua esposa, Kate Phelps, no Old Colony Yacht Club em Dorchester, onde eles tinham o barco atracado. Esta marina fica mesmo ao lado de um dos principais marcos emblemáticos de Boston, o tanque de armazenamento de GNL pintado pela irmã Corita Kent em 1971.

Os nossos amigos deixando a marina em Dorchester com um dos marcos de Boston ao fundo o tanque LNG pintado pela Sister Corita Kent

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Trouxemos uma caixa térmica cheia de gelo, água e alguma comida para o dia, e claro porque somos portugueses, não poderíamos nos esquecer de uma garrafa de vinho verde fresca (Ponte da Barca) a nossa bebida preferida para um dia quente de verão.

Direcionamos o veleiro para o oceano aberto e a Kate e o José revezavam-se nas velas e no leme. Tivemos um vento constante de 15 a 19 nós que nos levou para o oceano rápidamente. José estava contente com as condições do tempo e logo começou a contar-nos as suas histórias e como desenvolveu a sua paixão pela vela.

Nascido em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel dos Açores, onde o mar era o seu parque infantil. Ele disse-nos que o seu primeiro contacto com os veleiros foi quando ele tinha cerca de 11 anos, e o seu pai era membro do Clube Naval de Ponta Delgada e o José passava lá os seus verões a limpar os barcos.

Enquanto adolescente, o fascínio de José pela água desenvolveu-se depois de ler o romance “Siddhartha”, de Hermann Hess, um autor alemão. Na história, o personagem principal passa boa parte de sua vida a viver num rio e descobre que o segredo da vida não pode ser transmitido de uma pessoa para outra, mas deve ser alcançado através da experiência interior. José disse que ” ficou fascinado com as descrições do autor viver e viajar no rio”.

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A um certo ponto a conversa mudou para a música, e depois de mencionarmos alguns dos cantores que mais gostámos de ouvir na altura, o Feligénio tirou o seu iPhone para ouvirem algumas músicas antigas do Adamo, Gianni Morandi, Charles Aznavour, Jacques Brel, Tom Jobim e outros. Este grupo de amigos ainda se sente conectado com estes estilos musicais, que eram os sucessos da época.

Kate Phelps e José Soares

José prosseguiu dizendo que se lembra muito bem quando os seus pais decidiram emigrar para os EUA. Na época ele tinha 16 anos e precisava de obter autorização do governo português para sair do país. A razão desta autorização era devido ao serviço militar obrigatório por causa da guerra colonial Portuguesa na África. “Deu bastante trabalho para conseguir essa autorização…”, disse o José.

A família Soares chegou a Boston, Massachusetts em 1967 e estabeleceu-se no bairro de East Cambridge, apelidado de “Portuguese Village”. Um bairro operário, composto principalmente por Açorianos e outros grupos de imigrantes, incluindo Filipinos, Irlandeses e Italianos. A maioria eram trabalhadores nas fábricas locais.

Como jovem recém-chegado, “foi uma boa altura para chegar aos Estados Unidos porque havia muita agitação”. disse o José. A guerra do Vietname estava a decorrer, havia um movimento estudantil contra a guerra, o movimento sindical e também o movimento hippie.

José referiu que a sua chegada aos Estados Unidos foi como um “batismo político” pois cresceu em Portugal sob a ditadura de Salazar, cuja polícia governamental controlava e censurava todas as informações e ideias, sobre o país, que passavam na rádio e nos jornais. Vir para os EUA e experimentar essa liberdade política “influenciou o meu pensamento para a vida”, disse o José.

O José foi para o Liceu de Cambridge High & Latin (atualmente o Liceu de Cambridge Rindge e Latin School). Após terminar o Liceu, ele andou à boleia pelos Estados Unidos para ir aos festivais e encontros musicais hippies. Quando regressou a casa, envolveu-se no ativismo político na comunidade de East Cambridge.

Boston Harbor

A uma certa altura, José mencionou as vezes em que íamos mergulhar juntos. Um dos nossos pontos de mergulho favoritos era nas rochas de Nahant, MA. Lembramo-nos quando ele nos levava no seu Austin Mini  cheio de equipamentos de mergulho. Nós tivemos boas recordações juntos. Muitas vezes íamos mergulhar para apanhar lagostas depois cada um levava as suas lagostas para cozinhar e depois encontrávamos numa das nossas casas para as comermos com uma boa garrafa de vinho, mesmo que ainda não tínhamos idade para beber.

José disse que sempre teve este interesse e fascínio pelo oceano e pela navegação, mas como nunca teve aulas de navegação técnica ou estruturais em Portugal, precisava de aprender mais sobre navegação. Foi quando decidiu fazer aulas de vela no Community Boating, no rio Charles, em Boston. Aqui ele aprendeu a navegar numa área bastante reduzida e desafiadora entre duas pontes do rio, a grande dificuldade tinha a ver com a interferência da direção do vento causada pelos edifícios altos de Boston, embora ele, reagisse com rapidez quando o vento mudava de direção. Alguns dos barcos em que ele aprendeu a navegar incluíam o Mercúrio de Cape Cod, Lasers e 210’s.

Mais tarde, começou a ter aulas na Courageous Sailing em Charlestown. Aqui ele já navegava em mar aberto e usava veleiros maiores. As aulas ajudaram-no a melhorar as suas capacidades de navegação e disse que navegar tem feito parte da sua vida desde então. Ele navegava para o farol de Boston e Nahant, e também para Provincetown, algumas vezes demorava 10 a 12 horas de navegação direta, “outras vezes parava no caminho e passava uma noite em Scituate e outra em Plymouth antes de chegar a Provincetown”, disse o José.

Durante o tempo em que o José teve aulas de vela, também trabalhou em várias fábricas em Cambridge. Na época, “havia muitos empregos industriais em Cambridge por causa da mão-de-obra imigrante e barata”, disse o José. Ele também trabalhou durante alguns anos como EMT numa empresa de ambulâncias de Boston, enquanto frequentava a escola noturna. Mais tarde, ele achou que não era suficiente e foi continuar os seus estudos na UMass Boston.

Quando José terminou a universidade, foi trabalhar numa agência sem fins lucrativos de serviço social contra a pobreza. Ele trabalhou principalmente com imigrantes de várias nacionalidades. Depois de lá estar vários anos tornou-se num organizador comunitário e trabalhou no apoio a obter moradias, e no treino para obter emprego e benefícios. Depois disso, foi trabalhar para a cidade de Cambridge para o centro de serviços múltiplos onde também trabalhava com famílias desabrigadas, ajudando-as a obter moradias e apoios de sobrevivência. Depois foi trabalhar no Departamento de Serviços Humanos e por muitos anos foi gerente de subsídios federais para programas de idosos desabrigados e de jovens deficientes.

Há uns anos atrás, o José decidiu comprar o seu próprio barco, começou a procurar e levou dois anos para encontrar o barco dos seus sonhos. Disse-nos o josé “fui por todo o Maine e Rhode Island à procura dum veleiro estilo Cape Dory. Quando vi este 1985 Sea Sprite de 28 pés à venda em Winthrop, mudei de ideias” e continuou dizendo: “Havia motivos para não comprar outros barcos, mas para comprar este não, este barco estava em muito boas condições, o proprietário anterior tinha realmente cuidado bem dele”.

O Sea Sprite foi projetado pelo arquiteto naval Ludders e foi construído em Bristol RI. Tem um design tradicional e pesa 7.600 libras. A quilha de chumbo sozinha pesa 3.300 libras. Tem um motor a diesel de 14 cavalos e pode ir até 4 nós por hora.

De volta ao nosso dia a navegar, estava na hora de comermos e de abrir a nossa garrafa de vinho verde e nessa altura o José começou a contar-nos algumas das suas ocasiões mais memoráveis desde que navega.

Uma das suas histórias foi sobre a entrega de um barco, que ele fez com outros três membros da tripulação, para um proprietário que queria trazer o barco de Tortola nas Ilhas Virgens Britânicas para Ft Lauderdale, na Flórida. Ele contou-nos que “A viagem levou 8 dias e foi uma viagem agradável, mas a tripulação não conseguia tomar banho porque a água era só para cozinhar e beber, até que uma noite, quando passamos pela costa norte de Cuba, tivemos uma grande tempestade com muito vento e chuva e fomos todos para o convés onde tomámos o único banho durante a viagem.

Noutra ocasião, disse ele “A Kate e eu vínhamos de Provincetown e apanhamos uma tempestade com ondas de 5 a 6 pés e ventos fortes. Ficamos com medo porque o barco batia forte nas ondas e tombava com a força do vento”.

Uma vez, no porto de Boston, foi uma tempestade com nuvens escuras e visibilidade muito baixa. “Nós descemos as velas e fechamos todas as janelas do barco. Tivemos que usar o motor para voltar à terra e mesmo assim o barco ainda tombava excessivamente.” Contava o José enquanto bebia um pouco do vinho verde.

Outra vez, em Buzzards Bay, “apanhamos um nevoeiro muito espesso e conseguiamos ouvir o motor de um barco que vinha na nossa direção, mas não o podíamos ver. Usamos o nosso apito várias vezes para avisar o outro barco e conseguimos evitar uma colisão, mas nunca vimos o outro barco. O nevoeiro deixa-me bastante nervoso!” Disse o José.

No caminho de regresso à marina, o José foi nos dizendo “Não tenho planos de comprar outro barco. Neste momento estou satisfeito com meu Sea Sprite”, e continuou dizendo “Se fosse para viver a bordo, procuraria outra coisa”.

José e Kate adoram velejar juntos. Eles gostam de ir a lugares que não estejam lotados e estão a planear uma viagem a Provincetown e a Martha’s Vineyard. Este último costuma estar lotado nos meses de verão por isso eles preferem ir no mês de setembro, quando está mais vago, nesta viagem também pretendem visitar a Ilha Cuttyhunk nas Elizabethan Islands.

Enquanto navegávamos mais vagarosamente para o Clube de Iates, já com o vento mais suave deliciamo-nos com um esplêndido pôr-do-sol no skyline de Boston. A nossa viagem estava a terminar e os nossos corações estavam cheios da alegria por passarmos um lindo dia entre bons amigos e por recordarmos lembranças da nossa juventude. Este dia será certamente uma dessas memórias.

Amarramos o barco ao cais, baixamos e prendemos as velas e saímos do barco, e quando o José passou a caixa térmica para o Feligenio disse com um largo sorriso no rosto “Navegar no oceano Atlântico faz-me sentir Portugal, mesmo que esteja aqui nos EUA.”

We had the perfect day for sailing in beautiful Boston harbor. There is nothing better than friends getting together in a sailboat with a nice ocean breeze and the sound of waves gently caressing the boat as it glides through the water effortlessly. That’s what we expected when we received an invitation from José António Soares.

Feel Portugal had the pleasure of enjoying a beautiful day of sailing when José invited Feligénio Medeiros and Mario Bettencourt, two old friends who have not been together in over 30 years, to sail with him.

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Feligénio and Mario met José and his wife, Kate Phelps, at the Old Colony Yacht Club in Dorchester, where the boat was moored. This marina is next to one of the major Boston landmarks, the LNG storage tank painted by Sister Corita Kent in 1971.

Our friends leaving the hyatt club in Dorchester with the Boston landmark – LNG tank painted by Sister Corita Kent in the background

We brought along a cooler packed with ice, water, some food for the day and, of course, because we are Portuguese, we couldn’t forget a bottle of cold wine (Ponte da Barca vinho verde) our beverage of choice on a hot summer day.

We headed out on the sailboat towards the open ocean. Kate and José took turns handling the sails and tiller. We had a steady 15-19 knot wind taking us out to the ocean. José was happy with the weather conditions and he soon started telling us his story and how he developed his passion for sailing.

Born in Ponta Delgada in the St Michael island of the Azores, the sea was José’s childhood playground. He said his first exposure to sailboats was when he was about 11 years old when his father was a member of the Clube Naval of Ponta Delgada and José would spend his summers there cleaning boats. As a teenager, José’s fascination with the water peaked after reading the novel “Siddhartha” by Hermann Hess, a German author. In the story, the main character spends much of his life living on a river and learns that the secret of life cannot be passed on from one person to another, but must be achieved through inner experience. José said he “was fascinated by the author’s description of living and traveling on the river”

Somehow the conversation shifted to music, and after speaking about some of the singers we enjoyed listening to at the time, Feligénio pulled out his iPhone and played some old songs by Adamo, Gianni Morandi, Charles Aznavour, Jacques Brel, Tom Jobim and others. The group still felt a connection to this type of music, which were the hits of the time.

Kate Phelps and Jose Soares

José went on to say how he remembered when his parents decided to emigrate to the USA. At the time he was 16 years old and he needed to get permission from the Portuguese government to leave the country. The reason being a mandatory military service due to the Portuguese colonial war in Africa.  “It took quite some doing to get a permit,” said José.

The Soares family arrived in Boston, Massachusetts in 1967 and settled in the East Cambridge neighborhood nicknamed “Portuguese Village”. It was a blue-collar, working class, neighborhood mainly made up of Azoreans and other immigrant groups including Filipinos, Irish, and Italians. Most worked in local factories.

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As a newly arrived youngster, “it was a great time to be in the United States because there was so much upheaval.” said José. The Vietnam war was ongoing, there was a student movement against the war, the union workers movement and also the hippie movement.

José referred to his arrival in the US as a “political baptism” because, prior to that, he grew up in Portugal under the dictatorship of the then dictator, Salazar, whose government police controlled and censored all the information and ideas that were on the radio and newspapers. Coming to the US and experiencing this political freedom “influenced my thinking for life” said José.

José went to Cambridge High & Latin High School (currently Cambridge Rindge and Latin School).  After graduation, he hitchhiked throughout the US going to hippie musical festivals and gatherings. When he returned home he engaged in political activism in the East Cambridge community.

At a certain point, José brought up the times when we would go scuba diving. One of our favorite diving spots was off the rocks in Nahant. We remember when José would drive us in his Austin Mini full of diving equipment. We had some great experiences together. Many times we would go diving for lobsters. Each would bring lobsters home to cook and then we would meet at one of our homes to enjoy them with a nice bottle of wine, even though we weren’t old enough to drink.

Boston Harbor

José said he always had an interest and fascination for the ocean and sailing. Because he never had any structured or technical sailing classes in Portugal he needed to learn more about sailing. That’s when he decided to take sailing classes at Community Boating on the Charles River in Boston. Here he learned how to sail in a confined and challenging area of the river between two bridges. The wind direction interference caused by the high rise buildings in Boston though him how to react quickly when the wind changed direction. Some of the boats he learned to sail in included the Cape Cod Mercury, Lasers and  210’s.

He later started taking classes at Courageous Sailing in Charlestown. Here he sailed in the open ocean and used larger sailboats. The classes helped him improve his sailing skills and he said: “it’s been a part of my life ever since”. He could sail to the Boston lighthouse and Nahant. He also sailed to Provincetown a few times It was 10-12 hours of straight sailing “other times I would stop along the way and spend one night in Scituate and Plymouth before reaching Provincetown.” said José.

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During the time José was taking sailing classes he worked in various Cambridge factories. At the time “there were a lot of manufacturing jobs in Cambridge because of the cheap immigrant labor force” said José. He worked for a few years as an EMT for a Boston ambulance company while at the same going to night school. He later decided that wasn’t enough and went to UMass Boston.

When José graduated from college he worked at a nonprofit social service anti-poverty agency. He worked mostly with immigrants of various nationalities. After several years there, he became a community organizer and worked with housing, job training and benefits then from there he went to work for the City of Cambridge for the multi-service center where he was working with homeless families assisting them with housing and baseline survival. He then went to work in the Department of Human Services and for many years was a grants manager for federal grants for homeless elderly and disabled youth programs.

A few years ago José decided to buy his own boat. He started his search and took two years to find his dream boat. José said “I went all over ME and RI looking for a Cape Dory sailboat. When I saw this 1985 Sea Sprite 28 foot for sale in Winthrop, I changed my mind.” he went on to say “There were reasons for not buying other boats. Not this one. The boat was in really good shape. The previous owner really took care of the boat.”

The Sea Sprite was designed by Ludders, a naval architect and was built in Bristol RI. It has a traditional design and a weight of 7,600 pounds. The lead keel alone weighs 3,300 pounds. It has a 14 horsepower diesel engine and can go 4 knots per hour.

Back to our day sailing. It was time to bring the food out and open our vinho verde bottle. At this point, José told us about some of his most memorable occasions while sailing.

One of his stories was about a boat delivery he made, with 3 other crew members, for an owner who wanted his a boat brought from Tortola in the British Virgin Islands to Ft Lauderdale, Florida. He said “The trip took 8 days. It was a pleasant trip but the crew couldn’t take showers because the water was only for cooking and drinking until one night when we were passing the north coast of Cuba, we got a big storm with lots of wind and rain. Everyone went on deck and had their only shower during the trip.”

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On another occasion, he said “Kate and I were coming from Provincetown and we had a storm with 5-6 foot waves, strong winds. We were scared because the boat was banging on the waves and was healing a lot.”

One time, in the Boston harbor, it was a squall with dark clouds and very low visibility. “We took the sails down and closed all the boat windows. We only used the engine to head back to land and the boat was still healing excessively,” said José while he was drinking some of the vinho verde.

Another time, In Buzzards Bay, “we had very thick fog. We could hear a power boat heading towards us, but we couldn’t see it. We used our horn several times to warn the other boat and managed to avoid a collision, but we never saw the other boat. Fog makes me nervous!” said José.

On the way back to the Yacht club José said “I have no plans to buy another boat. At the moment I’m satisfied with my Sea Sprite ”. He went on to say “If I was to live aboard, I would look for something else”.

José and Kate love sailing together. They enjoy places that are not crowded and are planning trips to Provincetown and Martha’s Vineyard. The latter can get very crowded in the summer months and they prefer going in September when it’s not so crowded. A visit is also planned for Cuttyhunk Island in the Elizabethan Islands.

As we slowly sailed towards the Yacht Club with a soft wind we were treated to a beautiful sunset in the Boston skyline. Our journey had ended and our hearts were filled with the joy of spending a beautiful day among good friends reminiscing about memories of our youth. This day will certainly be one of those memories.

Before reaching our mooring we lowered and fastened the sails and then used the motor to get to our mooring where we secured the boat. We then rowed to the dock on a dinghy. Once we were on the dock, José  passed Feligenio the cooler, and with a wide smile on his face said, “Sailing the Atlantic ocean makes me feel Portugal even if I’m in the US.”

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