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Um dramaturgo luso-canadiano através do teatro está a abordar os perigos dos luso-canadianos na América do Norte de "perderem a sua cultura", uma barreira que "foi agora ultrapassada".

"Quando imigramos para um novo país, todos corremos o risco de perder a nossa cultura, a nossa própria língua, o que me aconteceu nos Estados Unidos, porque há demasiada pressão para fingir que não somos portugueses", explicou Elaine Ávila à Lusa.

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A professora de teatro do Douglas College em Vancouver, filha de emigrantes do Pico e do Faial (Açores), cresceu na Califórnia, mas está há 30 anos no oeste do Canadá. O musical "Fado - A Música Mais Triste do Mundo" está em exibição na British Columbia até Dezembro e retrata as barreiras dos descendentes de portugueses quer na "língua quer na cultura". 

"Hoje vemos muitos escritores emergentes de origem portuguesa, tanto nos Estados Unidos como no Canadá. Levamos vários anos para superar barreiras como imigração, escolaridade e acesso à educação", disse ela.

A luso-canadiana diz que se inspirou em algumas histórias da comunidade portuguesa de idosos, as "mais belas e impressionantes histórias" que já viu no Centro Cultural Português em Burnaby (Vancouver).

"Coisas como uma criança de 14 anos que saiu de casa e veio trabalhar no Canadá através de meio oceano, ou que viu neve pela primeira vez, que era como flores caindo do céu". Outros chegaram em Vancouver, não encontraram trabalho e foram para a praia", descreveu ela.

A peça foi reconhecida em 2018 pelo Victoria Fringe Festival (British Columbia) com o Prêmio de Melhor Música Favorita.

Fado - A Música Mais Triste do Mundo' retrata o amor e os fantasmas nas ruas e casas de fado da Lisboa antiga. O espectáculo de teatro e música conta a história de uma jovem mulher que enfrenta o passado fascista de Portugal e a sua própria identidade.

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Da dramaturga Elaine Ávila e dirigida por Mercedes Bátiz-Benét, a fadista Sara Marreiros, que interpreta o papel do 'fantasma de Amália Rodrigues', e também a participação de músicos e actores Natasha Napoleão, Lúcia Frangione, Judd Palmer, Pedro Siqueira, Chris Perrins, e Dan Weisenberger.

A peça estará no palco em Vancouver, no Firehall Art Centre, de 21 de novembro a 14 de dezembro.

Artigo em Português

Musical no Canadá destaca riscos de perda de identidade de lusodescendentes

Vancouver, Canadá, 19 Nov 2019 (lusa) - Uma dramaturga luso-canadiana através do teatro está a abordar os perigos dos lusodescendentes na América do Norte de "perderam a cultura", uma barreira que "atualmente já foi ultrapassada".

"Quando imigramos para um novo país, todos nós corremos o perigo de perdermos a nossa cultura, a própria língua, o que me aconteceu nos Estados Unidos, pois há muita pressão de fingirmos que não somos portugueses", começou por explicar à agência lusa, Elaine Ávila.

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A professora de teatro do Douglas College em Vancouver, de 54 anos, cresceu na Califórnia (Estados Unidos), mas está há 30 anos no oeste do Canadá, filha de emigrantes do Pico e Faial (Açores).

O musical 'Fado - A Música mais Triste do Mundo' está em exibição na Colúmbia Britânica, até dezembro, e retrata as barreiras dos lusodescendentes quer na "língua ou na cultura". 

"Atualmente vemos imensos escritores emergentes de origem portuguesa, tanto nos Estados Unidos como no Canadá. Um processo que levou vários anos até que conseguíssemos ultrapassar barreiras como a imigração, a escola, e o acesso à educação", afirmou.

A luso-canadiana diz que se inspirou em algumas histórias da comunidade portuguesa de membros da terceira idade, os "mais bonitos e impressionantes relatos" que já viu, no Centro Cultural Português de Burnaby (Vancouver).

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"Coisas como alguém de 14 anos que saiu de casa e veio trabalhar para o Canadá atravessando meio oceano, ou que viram pela primeira vez neve, que foi como que flores a caírem do céu". Outros chegaram a Vancouver, não encontraram trabalho e foram para a praia", descreveu.

A peça foi reconhecida em 2018 pelo Festival Fringe de Victoria (Colúmbia Britânica) com o Prémio de Melhor Favorito Musical.

'Fado - A Música mais Triste do Mundo' retrata o amor e fantasmas nas ruas e casas de fado da antiga Lisboa. O espetáculo de teatro e de música conta a história de uma jovem mulher confrontando o passado fascista de Portugal e a sua própria identidade.

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Da dramaturga Elaine Ávila e dirigido por Mercedes Bátiz-Benét, o musical conta com a fadista Sara Marreiros, que interpreta o papel do 'fantasma de Amália Rodrigues', e ainda com a participação dos músicos e atores Natasha Napoleão, Lúcia Frangione, Judd Palmer, Pedro Siqueira, Chris Perrins e Dan Weisenberger.

A peça estará em cena em Vancouver, no Firehall Art Centre, de 21 de novembro a 14 de dezembro.

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