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Some months ago and after decades of service at the Trial Court of Massachusetts, Division of Industrial Accidents [DIA] in Fall River, Judge Yvonne Vieira retired.

“After 38 years working with the same people, they are all family, so, it’s kind of bittersweet,” said the soft-spoken justice with emotion in her voice. “I look forward to retirement, but I also feel a little sad,” she added.

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Justice Vieira is of Capeverdean descent. Her mother was born in Brava and arrived in the United States as an immigrant after making the long ocean voyage on the Ernestina just before her 21 st birthday and long before Cape Verde gained its independence from Portugal.

Judge Yvonne Vieira
Judge Yvonne Vieira

She met and married Mr. Vieira also from that archipelago, the Island of Fogo in New Bedford.

“I am the carpenter’s daughter; I love doing projects,” she commented with a giggle. Since her parents were from humble beginnings, she worked during the day and studied evenings. She still remembers the long bus rides to Boston to attend law school.

“I came in as a secretary, then became court reporter, conciliator, assistant general counsel, deputy general counsel and here now—[judge],” offered Vieira still wearing her long black long robe in the middle of her courtroom about her history at the service of the DIA. “Every position that I held, I did to the best of my ability and enjoyed every bit of my 38 years,” shared Vieira about her professional career.

“We see many really bad cases, you know, quadriplegics; we see people with the most unusual conditions as a result of work injuries,” shared Vieira with much visible sadness. “I think one of the cases that I will always remember is a young lady who had a crush injury to her leg and she came in here asking to have the insurer pay to amputate her leg,” recounted the experienced justice in a somber tone, still remembering vividly that hearing she presided at. “That’s how much pain she was in … nobody would ask for that unless they had to,” commented Vieira still amazed by the petitioner’s
the difficult request of the Court.


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During my visit with Justice Vieira in her courtroom, I could not help but wonder at the energy and stamina of this woman of small stature to work during the day and take courses evenings to follow the set goal and reach the distinguished post as a justice of the Massachusetts Trial Court. “But, I am very grateful to the D.I.A. … I am grateful for all of the opportunities that they afforded me,” she said humbly.

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“They paid for my education, between the union and the D.I.A., and I feel totally indebted to the D.I.A. and I hope that more people take the opportunities that are offered here because we can all do it,” she
suggested.

“Hard work–yes, but we can all do it–the sky is the limit, and you can go as far as you want,” concluded Vieira.


Artigo em Português

Juíza Yvonne Vieira—de secretária a juíza, um exemplo a seguir

Há vários meses e depois de décadas de serviço ao Tribunal de Massachusetts, Divisão de Acidentes Industriais [DIA] em Fall River, a Juíza Yvonne Vieira aposentou-se.

“Depois de 38 anos trabalhando com as mesmas pessoas, elas todas fazem parte da minha família, então é amargo e doce,” disse ela com emoção na voz. “Estou na expectativa da reforma, mas também um pouco triste,” disse ainda.

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A Juíza Vieira é descendente de Cabo Verde. A mãe nasceu na Ilha Brava e chegou aos Estados Unidos como imigrante depois de uma dura e longa viagem no Ernestina antes de completar 21 anos e muito antes da independência de Cabo Verde. Ela conheceu e contraiu matrimónio com o Senhor Vieira, também oriundo daquele arquipélago, da Ilha do Fogo, em New Bedford.

“Sou filha de um carpinteiro; gosto de fazer coisas,” disse ela com uma pequena gargalhada. Como os pais não tinham grandes recursos financeiros, ela trabalhava de dia e estudava de noite. Ele lembra-se
ainda das longas viagens de autocarro para Boston enquanto estudava Direito.

“Vim para aqui como secretária, depois fui estenógrafa de tribunal, conciliadora, advogada geral assistente, vice conselheira geral e agora aqui—[juíza],” partilhou Vieira ainda envergando a batina preta e cumprida na sua sala de audiência sobre os anos passados no DIA.

“Em todos os cargos que exerci, fiz o melhor das minhas capacidades e adorei todos os momentos destes 38 anos,” partilhou Vieira sobre a sua jornada profissional.

“Vemos realmente casos muito maus, sabe, pessoas quadriplégicas; e pessoas em condições muito fora do vulgar resultantes de acidentes no trabalho,” partilhou Vieira cabisbaixa e com uma certa tristeza.

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“Acho que um dos casos que me vou lembrar sempre é o de uma mulher nova que ficou com uma perna esmagada e ela veio aqui pedir para que o Seguro pagasse para lhe amputarem a perna,” lembrou a experiente juíza em tom sombrio, ainda com a lembrança vívida desse julgamento a que ela presidiu. “Esse foi o grau de dor que ela sentia … ninguém pede isso a não ser que fosse realmente necessário,” comentou Vieira ainda assombrada com o pedido difícil da vítima ao Tribunal.


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Durante a minha visita à sala de audiências da Juíza Vieira, não pude conter a minha admiração e imaginar a energia e determinação dessa mulher de baixa estatura para trabalhar durante o dia e tirar cursos à noite seguindo a meta por ela estabelecida conseguindo chegar ao distinto posto de juíza do Tribunal de Massachusetts.

“Mas, eu estou muito grata ao D.I.A. … estou grata por todas as oportunidades que me foram dadas,” disse ela humildemente. “Eles pagaram pela minha educação, entre a união e o D.I.A., e sinto-me totalmente em dívida com o D.I.A. e espero que mais pessoas possam disfrutar das oportunidades que oferecem aqui, porque todos nós podemos tomar vantagem,” sugeriu ela.

“Trabalho árduo—sim, mas todos nós podemos—o céu é o nosso limite, e podemos chegar aonde desejamos,” concluiu ela.

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