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Lisbon, Apr. 17, 2020 (Lusa) – The Lisbon City Council will open applications for an “immediate aid” program, worth €200,000, to the city’s fado houses and their performers, who “are in an unprotected situation”, the council announced on Friday.

For the council, this financial support is justified because they are “emblematic spaces of the city, mostly historical houses, in operation for many decades, living spaces of learning, transmission and cultural enjoyment of Fado and the Portuguese guitar”.

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The value of this “immediate support”, whose application process opens next Monday, comes on top of the extraordinary support, totalling €1.25 million, “announced on Wednesday by the council, destined for cultural agents and to guarantee the subsistence of independent workers and cultural and creative entities”.

The council has also announced that, in partnership with RTP, it is preparing a documentary on the fado houses, to be recorded in ten “emblematic houses” in the city, including A Parreirinha de Alfama, O Faia, Senhor Vinho, A Severa, Adega Machado, Café Luso, Casa de Linhares, Clube de Fado, Maria da Mouraria and Mesa de Frades

In an initiative that the municipality defines as “Stay at Home… of Fados”, this documentary will have ” individual episodes” broadcast ‘online’, on the social networks of the City Council of Lisbon and the Fado Museum, while “the documentary will be broadcast by RTP”.

  • "Parreirinha de Alfama" Fado house
  • "Parreirinha de Alfama" Lisbon Fado house
  • "Maria da Mouraria" City of Lisbon aid program for fado houses
  • "Maria da Mouraria" Lisbon Fado house
  • Aid program for fado houses
  • "Muralha Tapas e Vinhos" City of Lisbon aid program for fado houses
  • City of Lisbon aid program for fado houses
  • City of Lisbon aid program for fado houses
  • City of Lisbon aid program for fado houses

“The funding [of this film]is the responsibility of the city council.

At the same time, the Fado Museum is developing a “program with all the artists in the artistic casts of all Fado houses”, which the council describes as “Fados da Casa”.

It’s “a program of conversations and fado, filmed in a controlled environment” and which will also be broadcast by the social networks of the Lisbon City Hall, the Municipal Company for the Management of Equipment and Cultural Animation (EGEAC) and the museum itself. 

“Throughout this cycle, performers and musicians are invited to share memories and knowledge about the history of Fado, to select emblematic pieces from the museum’s collection [and]to pay homage to its artistic references,” reads the press release.

The council also promises to work on “a specific program to relaunch the sector in the medium term”, in collaboration with the Lisbon Tourism Association, to support “the recovery of Fado houses and the maintenance of the vitality of an institution and cultural reference that is part of and preserves the memory of the city itself”.

Pedro Ramos, owner of O Faia, in Bairro Alto, told Lusa that the sector “was previously in a good phase,” but that the recovery “will only begin seriously in March next year. 

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The opinion was shared by other businessmen, such as the guitarist Paulo Valentim, from the historical A Parreirinha de Alfama, and the poet José Luís Gordo, from O Senhor Vinho, in Lapa. 

“We will try to use the support of the bank to keep the house, with losses, until the end of the year, hoping that, depending on the evolution of the coronavirus situation, some tourism may shyly appear, and from March [2021], we have to believe in a recovery,” said Pedro Ramos.


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António Rocha, who has sung for more than 60 years and has been awarded an Amália Prize, told Lusa “we’ve never seen anything like this, a total stop. It remains to be seen how to recover”.

“Many fado singers are literally without any income, as many are on zero-hour contracts, with no open fado houses. If they don’t sing, they don’t earn,” warned the Portuguese Association of Friends of Fado (APAF).

Fado singer Luísa Rocha, from the cast of the Fado house in Si, Alfama, said she was worried, and told Lusa she was considering finding a second source of income.

“In my case, there are two of us, because my husband [Guilherme Banza], who is a guitarist, we work in the same fado house and we are both stopped,” said Luísa Rocha with two edited albums, “Uma Noite de Amor” (2011) and “Fado Veneno” (2015).

All the owners have appealed for “more support” from the State and highlight the “unique and characteristic” role of the fado houses in the tourist industry. “Nobody really comes to Lisbon without going one night to fados, and we are a poster of Portuguese culture and language”, highlighted Paulo Valentim.

NL/AYLS // AYLS

Lusa

Artigo em Português

Covid-19: Câmara de Lisboa anuncia “apoio imediato” de 200 mil euros ao setor fadista

Lisboa, 17 abr 2020 (Lusa) – A Câmara de Lisboa vai abrir candidaturas a um programa de “apoio imediato”, no valor de 200 mil euros, às casas de fado da cidade e aos seus artistas, que “se encontram numa situação desprotegida”, anunciou hoje o município.

Para a autarquia, este apoio financeiro justifica-se, por se tratar de “espaços emblemáticos da cidade, na sua maioria casas históricas, em funcionamento há largas décadas, espaços vivos de aprendizagem, transmissão e fruição cultural do fado e da guitarra portuguesa”.

O valor deste “apoio imediato”, cujo processo de candidatura abre na próxima segunda-feira, junta-se ao apoio extraordinário, no valor global de 1,25 milhões de euros, “anunciados na quarta-feira pela edilidade, destinado aos agentes culturais e para garantir a subsistência de trabalhadores independentes e entidades culturais e criativas”.

A edilidade anunciou também, que em parceria com a RTP, está a preparar um documentário sobre as casa de fado, a ser gravado em dez “casas emblemáticas” da cidade, entre as quais A Parreirinha de Alfama, O Faia e Senhor Vinho.

A Severa, Adega Machado, Café Luso, Casa de Linhares, Clube de Fado, Maria da Mouraria e Mesa de Frades são as outras casas indicadas hoje pela câmara.

Numa iniciativa que a autarquia define como “Fique em Casa… de Fados”, este documentário terá “os episódios individuais” transmitidos ‘online’, nas redes sociais da Câmara Municipal de Lisboa e do Museu do Fado, enquanto “o documentário será transmitido pela RTP”.

“O financiamento [deste filme]é da responsabilidade da autarquia”, sublinha a câmara.

Simultaneamente, o Museu do Fado está a desenvolver uma “programação com todos os artistas dos elencos artísticos de todas as casas de fado”, que a câmara descreve como “Fados da Casa”.

Segundo a autarquia é “uma programação de conversas e fado, filmada em ambiente controlado” e que também será transmitida pelas redes sociais da Câmara Municipal de Lisboa, da Empresa Municipal de Gestão dos Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) e do próprio museu. 

“Ao longo deste ciclo, intérpretes e músicos são convidados a partilhar memórias e conhecimentos sobre a história do Fado, a selecionar peças emblemáticas do acervo do museu [e]a homenagear as suas referências artísticas”, lê-se no comunicado camarário.

A câmara promete ainda trabalhar “um programa específico para relançar o setor no médio prazo”, em colaboração com a Associação de Turismo de Lisboa, para apoiar “a recuperação das casas de fado e a manutenção da vitalidade de uma instituição e referência cultural que faz parte e preserva a memória da própria cidade”.

Casas de fado e fadistas tinham já manifestado à agência Lusa várias dificuldades que enfrenta, no contexto das medidas restritas impostas no combate à pandemia de Covid-19.

A precariedade laboral dos intérpretes do fado, cantores e instrumentistas, que marca a sua relação com as casas de fado, e a dependência do turismo desta expressão têm exposto a fragilidade do setor, de acordo com empresários e artistas.

Pedro Ramos, proprietário d’O Faia, no Bairro Alto, disse à Lusa que o setor “estava numa boa fase”, mas que a retoma “só começará a sério em março do próximo ano”. 

A opinião foi partilhada por outros empresários, como o guitarrista Paulo Valentim, da histórica A Parreirinha de Alfama, e o poeta José Luís Gordo, d’O Senhor Vinho, na Lapa. 

“Vamos tentar recorrer aos apoios da banca para manter a casa, com prejuízos, até ao final do ano, esperando que, dependo do evoluir da situação do coronavírus, possa timidamente surgir algum turismo e, a partir de março [de 2021], temos de acreditar numa retoma”, disse Pedro Ramos.


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O fadista António Rocha, que canta há mais de 60 anos, já distinguido com um Prémio Amália, disse à Lusa que “nunca se assistiu a algo assim, uma paragem total. Resta ver como se vai recuperar”.

“Muitos fadistas estão literalmente sem qualquer rendimento, pois muitos são precários, não havendo casas de fado abertas. Não cantam, e logo não ganham”, alertou a Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF).

A fadista Luísa Rocha, do elenco da casa Fado em Si, em Alfama, afirmou-se preocupada, e disse à Lusa estar a ponderar encontrar uma segunda fonte de rendimento.

“No meu caso, somos dois, pois eu o meu marido [Guilherme Banza], que é guitarrista, trabalhamos na mesma casa de fados e estamos os dois parados”, disse Luísa Rocha já com dois álbuns editados, “Uma Noite de Amor” (2011) e “Fado Veneno” (2015).

Na ocasião, à Lusa, todos os empresários apelaram a “mais apoios” do Estado e realçaram o papel “único e característico” das casas de fado na indústria turística. “Ninguém vem de facto a Lisboa sem ir uma noite aos fados, e nós somos um cartaz da cultura e língua portuguesas”, realçou Paulo Valentim.

NL // MAG

Lusa/Fim

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