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*** João Alberto Medeiros, from Lusa agency ***

Ponta Delgada, Azores, 03 Apr 2020 (Lusa) – Ilda Sousa is “very worried” about what COVID-19 can generate in Sete Cidades, where she lives, but she is convinced that “God will help”, stating that it was like a “Xaile Negro” (Black Shawl) that fell on the Azorean parish.

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The resident of Sete Cidades, one of the largest tourist attractions on the island of São Miguel, due to the beauty of its landscape, which attracts thousands of tourists, considers that the scenario became “more frightening” with the introduction by the Health Authority of sanitary fences in the six municipalities of the island, since midnight today.

  • Aerial view of Vale das Sete Cidades, during the first day of the sanitary fences to contain the outbreak of covid-19, in Ponta Delgada, island of São Miguel, Azores.
  • A police officer talks to a driver during the first day of the sanitary fences to contain the outbreak of covid-19 in Ponta Delgada, São Miguel Island, Azores. Photo: EDUARDO COSTA/LUSA
  • A police officer talks to a driver during the first day of the sanitary fences to contain the outbreak of covid-19 in Ponta Delgada, São Miguel Island, Azores. Photo: EDUARDO COSTA/LUSA
  • Two women protect themselves against the coronavirus, which causes covid-19 disease, at a bus stop in Ponta Delgada, São Miguel Island, Azores. Photo: EDUARDO COSTA/LUSA
  • Panoramic view in the parish of Mosteros, during the first day of the sanitary fences to contain the outbreak of covid-19, in Ponta Delgada, island of São Miguel, Azores, Photo EDUARDO COSTA/LUSA
  • A SATA plane is preparing to take off from Ponta Delgada airport for a trip between islands during the first day of the sanitary fences to contain the outbreak of covid-19 in Ponta Delgada, island of São Miguel, Azores, Photo:. EDUARDO COSTA/LUSA
  • Aerial view of Vale das Sete Cidades, during the first day of the sanitary fences to contain the outbreak of covid-19, in Ponta Delgada, island of São Miguel, Azores, Photo: EDUARDO COSTA/LUSA
  • A police officer talks to a driver during the first day of the sanitary fences to contain the outbreak of covid-19 in Ponta Delgada, São Miguel Island, Azores. Photo: EDUARDO COSTA/LUSA
  • Aerial view over the Sete Cidades bridge during the first day of the sanitary fences to contain the outbreak of covid-19, in Ponta Delgada, São Miguel island, Azores. Photo: EDUARDO COSTA/LUSA

With 791 inhabitants, according to the 2011 Census, about 20 kilometers from Ponta Delgada, the economy of the Seven Cities is dominated by farming and livestock, and apart from open-box vans, tractors and agricultural machinery that support farming, there is no movement.

Ilda Sousa, 52, appears on the deserted streets on her way to another family home, other than her home, to “feed the animals”, a task she confesses to doing daily with “great fear” due to the COVID-19 pandemic.

“It was like a “xaile negro” fell on us”, says Ilda Sousa.

The “xaile negro” is typical of the Azores and used as a sign of mourning, having generated a series of RTP/Açores, directed by Zeca Medeiros, based on the novel by José de Almeida Pavão, who chose the parish of Sete Cidades as the setting.

Mother of two children and three grandchildren, the former Canadian immigrant is moved when she says she hasn’t seen her little ones for about a month: “God will help, I’m Catholic, I have faith”.

Ilda Sousa prays “a lot to Our Lady of Fatima” to “see” her grandchildren again, but “it will be what Our Lord wants”.

Farmer Nicolau Alves, 61, takes refuge at home in the garden when he doesn’t go to his farm to feed and milk his 45 cows daily.

His colleagues have also complied with the recommendations of the health authorities because they are “scared of this siege”.

He had some animals to slaughter at the slaughterhouse, which would be a source of extra income, but the arrival of COVID-19 has compromised this goal for now.

While the bells of the local church are ringing, Paulo Melo, 45, a civil servant, – a profession of the majority of the parish’s working-age inhabitants, who come to Ponta Delgada every day for their jobs at the town hall or the Regional Government – does not hide his concern about the virus: “of course, this is worrying all of us”.

Paulo Melo, the father of four children, three of whom live with you, only goes out in the morning to pick up bread at the bakery, shopping at his local grocery stores and in the nearby parish of Ginetes, in a hypermarket, where there is “more choice and quantity”.

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The president of the Junta de Freguesia das Sete Cidades, Cidália Pavão, declares that there are currently 39 milk producers in the parish, “all active, fortunately”, while the elderly, who represent an important part of the local population, “have kept themselves at home”, and the remaining inhabitants, too, in an “exemplary attitude, going out only for what is necessary”.

In the event that they need health care, the mayor says that the locals, faced with the closure of services, have to go to the health units of the parishes surrounding Feteiras and Mosteiros.

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Although the local health unit is closed, the nurse and the local doctor have been following the population, particularly the elderly, while the Regional Secretariat for Social Solidarity has been identifying, by telephone, those living alone and their needs.

In Portugal, according to the assessment made today by the Directorate General of Health, there were 246 deaths, 37 more than the day before (+17.7%), and 9,886 cases of confirmed infections, which represents an increase of 852 compared to Thursday (+9.4%).

Portugal, where the first confirmed cases were registered on March 2nd, remains in a state of emergency from 00:00 on March 19th until the end of April 17th, after the extension approved on Thursday in the Parliament.

JME // MLS
Lusa/end

Artigo em Português

População das Sete Cidades diz que “Deus vai ajudar” a acabar com o “xaile negro”

Pessoas aguardam numa fila pela sua vez para serem atendidos numa estação dos CTT, durante o primeiro dia das cercas sanitárias para conter o surto da covid-19, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores, 03 de abril de 2020. Photo: EDUARDO COSTA/LUSA

*** João Alberto Medeiros, from Lusa agency ***

Ponta Delgada, Açores, 03 abr 2020 (Lusa) – Ilda Sousa está “muito preocupada” com o que a covid-19 pode gerar nas Sete Cidades, onde habita, mas convicta de que “Deus vai ajudar”, afirmando que foi como um “xaile negro” que caiu sobre a freguesia açoriana.

A moradora das Sete Cidades, um dos maiores pontos turísticos da ilha de São Miguel, devido à beleza da sua paisagem, que atrai milhares de turistas, considera que o cenário tornou-se “mais assustador” com a introdução por parte da Autoridade de Saúde das cercas sanitárias nos seis concelhos da ilha, desde as 00:00 de hoje. 

Com 791 habitantes, de acordo com o Censos de 2011, a cerca de 20 quilómetros de Ponta Delgada, a economia das Sete Cidades é dominada pela agropecuária, e para além das carrinhas de caixa aberta, tratores e máquinas agrícolas que dão apoio à lavoura, o movimento é nulo. 

Ilda Sousa, de 52 anos, surge nas ruas desertas a caminho de uma outra habitação familiar, que não aquela onde reside, para “alimentar os animais”, uma tarefa que confessa fazer diariamente com “muito receio” devido à pandemia de covid-19.

“Foi como um xaile negro que caiu sobre a gente”, afirma Ilda Sousa.

O xaile negro é típico dos Açores e usado em sinal de luto, tendo gerado uma série da RTP/Açores, realizada por Zeca Medeiros, com base no romance de José de Almeida Pavão, que escolheu como cenário a freguesia das Sete Cidades.

Mãe de dois filhos e três netos, a ex-emigrante canadiana emociona-se quando refere que não vê os seus pequenotes há cerca de um mês: “Deus vai ajudar, sou católica, tenho fé”.

Ilda Sousa reza “muito a Nossa Senhora de Fátima” para “voltar a ver” os netinhos, mas “há-de ser o que Nosso Senhor quiser”.

O lavrador Nicolau Alves, de 61 anos, refugia-se em casa na jardinagem, quando não vai à sua exploração alimentar e ordenhar as suas 45 vacas diariamente.

Os seus colegas também têm cumprido com as recomendações das autoridades de saúde, porque estão “assustados com este cerco”.

Tinha alguns animais para abater no matadouro, que seria uma fonte de rendimento extra, mas a chegada da covid-19 comprometeu, para já, esta meta. 

Enquanto tocam os sinos da igreja local, Paulo Melo, de 45 anos, funcionário público, – profissão da maioria dos habitantes em idade ativa da freguesia, que se deslocam diariamente a Ponta Delgada para os seus postos de trabalhos na câmara municipal ou no Governo Regional – não esconde a sua preocupação face ao vírus: “está claro, isso está preocupando todos nós”.

Paulo Melo, pai de quatro filhos, três dos quais residem consigo, apenas sai pela manhã para apanhar o pão na padaria, fazendo compras nas suas mercearias locais e na freguesia vizinha dos Ginetes, num hipermercado, onde há “mais escolha e quantidade”. 

A presidente da Junta de Freguesia das Sete Cidades, Cidália Pavão, declara que existem atualmente 39 produtores de leite na freguesia, “todos no ativo, felizmente”, enquanto os idosos, que representam parte importante da população local, “têm-se mantido em casa”, e os restantes habitantes, também, numa “atitude exemplar, saindo só para o necessário”.


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Na eventualidade de necessitarem de cuidados de saúde, a autarca refere que os locais, face ao encerramento dos serviços, têm de se dirigir às unidades de saúde das freguesias vizinhas das Feteiras e Mosteiros.

Apesar da unidade de saúde local estar encerrada, a enfermeira e a médica local têm vindo a acompanhar a população, de forma particular os mais idosos, enquanto a Secretaria Regional da Solidariedade Social tem vindo a identificar, por telefone, os que vivem sós e as suas necessidades.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, mantém-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

JME // MLS

Lusa/Fim

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