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The Portuguese fado singer, composer, lyricist and promoter Hélder Moutinho recently reflected on the role of culture and cultural heritage during the Coronavirus pandemic in Portugal. The following comments are translated (with permission) from his original Facebook post in Portuguese.

I haven’t written any songs to sing or to perform with any musician, or indeed in any circumstance at all. For the time being, I’ve taken a vow of silence regarding anything that has to do with my activity as a fadista. 

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I certainly could write something—whether poetry or reflections—and share things that have to do with my art in order to send a message of hope, of courage and of the need to follow the guidelines for the quarantine.

Soon I will probably have to write something to sing and that will cheer us up—but not under these circumstances. Forgive me, but right now I am not able to do so. I will not criticize anyone for doing so, and in fact will thank them for it. So please: sing, play, do handstands, tell jokes to cheer everyone up. I myself need this and I thank you for it.

Hélder Moutinho

In the meantime, I am paying attention to two groups that are focused on improving the economic situation into which our culture is falling: those who are the first to be canceled and the last to recover: us, the artists, the technicians, and all the professionals in the world of performance.

This situation is not going to be an easy one: there are already concert halls canceling events and simply ignoring any of their responsibility towards agents—even those with whom they have signed contracts. 

Tourism is not going to return as quickly as they say, and the summer shows and festivals will be affected.

I am thinking of the musicians, and especially of those who can only live from one day to the next. How are they doing right now, and how will be they be doing after this is all done? We are not only dealing with a situation we’ve never considered before, we are dealing with nothing less than our solidarity with the next ones to be affected, especially because they are likely to be our friends—and some of them our closest friends.

Hélder Moutinho

In the meantime, here and there I see comments about our culture, such as—“This problem is not important. It’s fine that they’re going without pay. People don’t have enough money to eat, let alone to pay for shows. And anyway, we need that money to help those who really need it—for their health, unemployment, education, etc. Culture can wait until later.”

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I understand their side very well. But do they know that 130,000 people—at the very least—are part of the entertainment industry in Portugal? Do they know that perhaps only 1,000 of these people will have the means to survive the next two years? Do they know that probably 90% of current artists will have to give up being artists? And what are these former artists going to do?

Almost all of us are at home, some working, others not knowing how to proceed. What are the options when you are not working, when your cannot go out into the street without making things worse? We do housework, we tidy up, we clean, we rearrange the furniture… And then? We watch films (Culture), we listen to music (Culture), we read a book (Culture), we watch a live show on television or on the Internet (Culture). A question, then: If we did not have these things, how would life be?

During World War II, the British Prime Minister Winston Churchill told his ministers the following about the cancellation of Culture: “We have lost everything, many lives, our dignity, our economy, our children and our parents. If we lose Culture, we lose our identity…”

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The music industry in the last 20 years has changed radically. During this time, many companies have collapsed and others have had to adapt to another reality. The people who created the first streaming platform were judged and imprisoned (Napster). Now, streaming is turning into the main source of revenue for the recording industry, and that’s fine. In the past what was needed was to offer our work, and even to let people steal it so that, later, they would pay for it.

Later, new streaming platforms were created and YouTube managed to generate money via marketing and publicity. The right to make a private copy of music resulted in 2 or 3 per cent of the value of a smartphone becoming a source of revenue for the various entities that managed the rights of authors and artists.

Everyone ended up joining in and now, one way or another, we survive through their patronage.

This is my reflection on the situation, and I believe that all of us need to use our own approach to communicate what is most important at this moment. To sing or play at home will not stop being a way to tell people to have courage and to respect the rules that are so important.

We have to be together, united, and face life with common sense. 

But please do not lose the message that it is essential to contribute to Culture. There are ways to do so, and it is important that they be developed and—once developed—respected.

At times we can freely give what is ours to sell, but we have to put a priority on our subsistence, which is what enables us to be here…

We are together… At home…

Translation provided by: David Mendonça

Link to original post: https://www.facebook.com/Info.heldermoutinho/posts/10219279085362181

Em Português

Não cantei nada, nem sequer fiz parceria com um músico como fui convidado, seja o que for. Neste momento estou a fazer um voto de silêncio em relação à minha actividade como Fadista.

Poderei escrever, sejam poemas ou textos reflexivos, para partilhar coisas que têm a ver com a minha arte, no sentido de deixar uma mensagem de esperança, coragem e confiança para seguir as orientações da quarentena.

Em breve terei provavelmente que fazer algo para cantar e animar os outros, mas em outras circunstâncias. Neste momento, lamento muito, mas não posso. Eu não critico ninguém e até agradeço àqueles que o fazem; sim, cantar, brincar, contar piadas para animar os outros. Preciso disso e agradeço-te.

Enquanto vocês fazem isso, eu estou atento a dois grupos focados em ajudar a situação econômica na qual a cultura vai estar. Nós fomos os primeiros a ser cancelados e seremos os últimos a recuperar. Nós, os artistas, os técnicos e todos os profissionais do show business.

Helder Moutinho singing in NY
Hélder Moutinho on stage at New York Fado Festival

Isto não vai ser fácil, já existem câmaras a cancelar concertos e apenas a descartar qualquer tipo de responsabilidade para com os agentes, mesmo com contratos assinados.

O turismo não vai voltar tão depressa como se pensa e os festivais e espectáculos de Verão vão ser afectados.

Estou pensando nos músicos e especialmente naqueles que ganharam dinheiro hoje para comer amanhã. Como eles estão agora neste instante e como eles vão cuidar de tudo isso?

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Além de ser algo em que nunca pensamos, neste momento não é nada mais que estar solidário com os outros, especialmente porque a maioria deles são nossos amigos, alguns estão ainda mais próximos.

Entretanto, estou vendo alguns comentários aqui e ali sobre cultura como: não importa agora e acho que deve ser de graça, as pessoas não têm dinheiro para comer, muito menos para pagar. Além disso, o dinheiro é necessário para ajudar aqueles que realmente precisam dele, como saúde, desemprego, educação, etc. A cultura pode ser deixada para mais tarde.

Eu entendo muito bem o objectivo destas pessoas, mas será que elas sabem que pelo menos 130.000 pessoas fazem parte do show business só em Portugal? Sabe que apenas 1000 destas pessoas serão capazes de sobreviver nos próximos dois anos? Provavelmente 90% dos artistas de hoje provavelmente vão tentar deixar de ser artistas, mas o que é que vão fazer?

Estamos quase todos em casa, alguns a trabalhar, outros sem saber o que fazer. Quando não se trabalha, não se pode ir para a rua, porque se não é o fim da humanidade. Fazemos as tarefas domésticas, arrumamos, limpamos, mudamos os móveis, e depois o quê?

Ver filmes (Cultura), ouvir música (Cultura), ler um livro (Cultura), ver um programa ao vivo na televisão ou na internet (Cultura). Pergunta: e se não tivéssemos isto, como seria?

Helder Moutinho In NY
Helder Moutinho at NY Fado Festival

Durante a Segunda Guerra Mundial, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill falou aos seus ministros sobre o cancelamento da Cultura: “Perdemos tudo, muitas vidas, a nossa dignidade, a nossa economia, os nossos filhos e os nossos pais. Se perdermos a cultura, perderemos a nossa identidade”…

A indústria musical nos últimos 20 anos mudou radicalmente. Durante essa mudança muitas empresas caíram e outras tiveram que se adaptar a outra realidade. Os homens que criaram a primeira plataforma Streaming foram julgados e até presos (Naspter).

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Hoje, o Streaming está se tornando a principal fonte de renda para a indústria fonográfica e o bem-estar. Naquele momento foi necessário oferecer e até deixá-los roubar-nos para que mais tarde as pessoas viessem a pagar pela arte.

Mais tarde foram criadas as novas plataformas Streaming e o Youtube começou a ganhar dinheiro através de marketing e publicidade. Foi criada uma lei de cópia privada que tornou 2 ou 3% do valor de um smartphone um imposto para as várias instituições que gerem os direitos dos autores e artistas.

Todas as pessoas aderiram e agora estão de uma forma ou de outra “patrocinando” a nossa sobrevivência.

Portanto, isto é uma reflexão e eu até acho que todos nós temos que usar nossas armas para transmitir o que é mais importante neste momento. Cantar ou brincar em casa ainda é uma forma de dizer às pessoas para terem coragem e respeitarem as regras que são tão importantes.

Temos que estar juntos, unidos e com senso comum no que estamos fazendo. Mas, por favor, faça isso também deixando a mensagem de que você tem que contribuir com a cultura. Há maneiras de fazer isso e é importante que elas sejam desenvolvidas e, quando isso acontecer, que elas sejam respeitadas.

De vez em quando podemos dar o que temos para vender, mas temos que promover o nosso sustento, que é o que nos permite estar aqui…

Estamos juntos… Em casa…

Hélder Moutinho

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